RACHAR ÁTOMOS E DEPOIS, livro de poemas de Ricardo Escudeiro (Patuá, 2016) foi o retorno da leitura de poemas após a leitura de alguns contos e romances. A primeira imersão foi positiva (as outras destrincho depois), pois estava sedento deste tipo de leitura.
Mas o que interessa aqui é falar sobre o livro. Então vamos lá!
A fissão nuclear, como sabemos, gera uma reação em cadeia e assim é quando começamos a leitura. As referências à cultura "pop"(música, cinema, artes marciais...) e as preocupações que o autor deixa vazar nas entrelinhas dos poemas faz com que a fluência seja desencadeada.
Acredito que um bom poema deve "bater na alma" do leitor, seja pela sua forma, estética ou conteúdo, mas ele pode funcionar com um leitor e não funcionar com outro. Quando aproximamos o poema de nossa realidade e criamos esta empatia, a tarefa fica mais fácil. E o autor consegue fazer com que isso aconteça pelo conjunto de seus poemas, um paradigma quase que perfeito (porque não acredito em perfeição) temperado com o grito do rock, do ringue e da rua.
" a pelúcia fria sorria
na vitrina
enquanto a outra passivamente
atônita
pichava mentalmente o vidro com reflexo... "
(natureza morta, p.68)
E como a proposta aqui é mostrar apenas as MINHAS mínimas impressões, faço um convite à leitura (de um fôlego só, você vai ver).
Livro : RACHAR ÁTOMOS E DEPOIS
Autor: Ricardo Escudeiro
Gênero: Poesia
Editora: Patuá
Ano: 2016

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